Tem ovo.
“Nóis come ovo purque é bão”.
Mas teiú não é tucano.
Onde tem passarinho, tem ninho.
Onde tem ninho, tem ovo.
Onde tem ovo, tem teiú.
E onde é a toca do teiú?
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Fêmea curada, ou quase
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
Mídia entrega o jogo
Kennedy Alencar escreve neste domingo na Folha Online sobre a eventual candidatura de Marta Suplicy à prefeitura de São Paulo:
“Na hora em que disser que será candidata, todos os seus atos no ministério serão vistos como medidas para vitaminá-la eleitoralmente. Sua vida viraria um inferno”.
“...todos os seus atos serão vistos como...”
Serão vistos por quem? Pela mídia?!
Parece que aqui há uma pequena confissão, uma confissão que escapou.
“Na hora em que disser que será candidata, todos os seus atos no ministério serão vistos como medidas para vitaminá-la eleitoralmente. Sua vida viraria um inferno”.
“...todos os seus atos serão vistos como...”
Serão vistos por quem? Pela mídia?!
Parece que aqui há uma pequena confissão, uma confissão que escapou.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Moscas e buracos
Quando a mãe diz ao menino “fecha a boca senão entra mosca”, na verdade, ela está reafirmando um conhecimento milenar, que se transmite de geração a geração.
Desde os tempos mais remotos, o homem observa que moscas gostam de buracos. Pode-se tomar por hipótese que essa atração surgiu da certeza de encontrar sempre um alimento apetitoso no referido lugar.
Na pré-história, antes de tudo que se possa conceber, o hominídeo é atacado por um bisão. Ele consegue escapar com vida, mas traz uma fratura exposta na perna. Arrasta-se até a caverna, onde alcança refúgio. Não das moscas. Elas fazem a festa na derrama sanguinolenta do hominídeo, afinal, a caverna é um buraco.
No buraco, encontramos:
Rato, se for na toca do rato.
Coco de nariz, se for no buraco do nariz.
Restos alimentares entre os dentes, se for na boca.
Cera de ouvido...
M...se no (*)
Gordura, se for na caixa de gordura, que também é um buraco.
Mas também encontramos:
Ovos no buraco do ninho.
Coruja no buraco da pedra.
Lagartixa no buraco da parede.
Tatu. Onde só pode ser?
E o nenê engatinhando? Ele vê a tomada na parede e vai direto com o dedinho. “Que delícia aquele buraquinho”, pensa o nenê.
Pois é, as moscas gostam de buracos né...
É comum pessoas cometerem este lapso:
“Fecha a mosca senão entra boca”.
Desde os tempos mais remotos, o homem observa que moscas gostam de buracos. Pode-se tomar por hipótese que essa atração surgiu da certeza de encontrar sempre um alimento apetitoso no referido lugar.
Na pré-história, antes de tudo que se possa conceber, o hominídeo é atacado por um bisão. Ele consegue escapar com vida, mas traz uma fratura exposta na perna. Arrasta-se até a caverna, onde alcança refúgio. Não das moscas. Elas fazem a festa na derrama sanguinolenta do hominídeo, afinal, a caverna é um buraco.
No buraco, encontramos:
Rato, se for na toca do rato.
Coco de nariz, se for no buraco do nariz.
Restos alimentares entre os dentes, se for na boca.
Cera de ouvido...
M...se no (*)
Gordura, se for na caixa de gordura, que também é um buraco.
Mas também encontramos:
Ovos no buraco do ninho.
Coruja no buraco da pedra.
Lagartixa no buraco da parede.
Tatu. Onde só pode ser?
E o nenê engatinhando? Ele vê a tomada na parede e vai direto com o dedinho. “Que delícia aquele buraquinho”, pensa o nenê.
Pois é, as moscas gostam de buracos né...
É comum pessoas cometerem este lapso:
“Fecha a mosca senão entra boca”.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
O capacete
Ivanildo veio a São Paulo visitar Irailton.
Ao chegar, Ivanildo notou o progresso do amigo, que tinha adquirido uma motocicleta.
- Eita, coisa lindja.
Irailton era orgulho só.
Quando Ivanildo foi embora, levou um capacete de presente do amigo. Era um capacete velho, aposentado, mas uma lembrança de coração, disse o amigo.
Mas Ivanildo não tinha moto. Mas o capacete, ainda que meio desbotado, era tão bonito, de um preto e um vermelho ainda reluzente, que Ivanildo até sonhou com diabo do capacete no ônibus.
De volta à vidinha do sertão, Ivanildo guardou o capacete em cima do guarda-roupa. Era deitar e acordar, que ele vislumbrava o tal objeto.
Tem muita gente no sertão que tem moto. É um vai e vem danado. Mas Ivanildo não trabalhava. Socava mandioca pra mãe, ou matava uma galinha, de vez em quando ajudava o tio no armazém, mas em geral gastava o que ganhava na cachaça. Não tinha dinheiro pra comprar moto.
Então este era o dilema de Ivanildo, depois da vinda a São Paulo. Tinha um capacete meio gasto, mas ainda bonito que queria usar, mas para usar teria que trabalhar pra então entrar num banco, pedir um financiamento e finalmente ir à concessionária, cadastrar-se como cliente preferencial e comprar a tal da motocicleta e aí sim usar o capacete.
E o tempo foi passando, o Ivanildo mandioca socando e cachaça tomando, e nada de trabalho arranjando, mas a vontade de usar o capacete persistindo, tanto que ele namorava o objeto esférico, limpava, dava brilho, punha na cabeça e se olhava no espelho.
Mas um dia, por uma sorte do destino que iluminou o rapaz, num é que a mãe adquiriu um jegue?
- É pra facilitá a vida, disse a véia.
Ao chegar, Ivanildo notou o progresso do amigo, que tinha adquirido uma motocicleta.
- Eita, coisa lindja.
Irailton era orgulho só.
Quando Ivanildo foi embora, levou um capacete de presente do amigo. Era um capacete velho, aposentado, mas uma lembrança de coração, disse o amigo.
Mas Ivanildo não tinha moto. Mas o capacete, ainda que meio desbotado, era tão bonito, de um preto e um vermelho ainda reluzente, que Ivanildo até sonhou com diabo do capacete no ônibus.
De volta à vidinha do sertão, Ivanildo guardou o capacete em cima do guarda-roupa. Era deitar e acordar, que ele vislumbrava o tal objeto.
Tem muita gente no sertão que tem moto. É um vai e vem danado. Mas Ivanildo não trabalhava. Socava mandioca pra mãe, ou matava uma galinha, de vez em quando ajudava o tio no armazém, mas em geral gastava o que ganhava na cachaça. Não tinha dinheiro pra comprar moto.
Então este era o dilema de Ivanildo, depois da vinda a São Paulo. Tinha um capacete meio gasto, mas ainda bonito que queria usar, mas para usar teria que trabalhar pra então entrar num banco, pedir um financiamento e finalmente ir à concessionária, cadastrar-se como cliente preferencial e comprar a tal da motocicleta e aí sim usar o capacete.
E o tempo foi passando, o Ivanildo mandioca socando e cachaça tomando, e nada de trabalho arranjando, mas a vontade de usar o capacete persistindo, tanto que ele namorava o objeto esférico, limpava, dava brilho, punha na cabeça e se olhava no espelho.
Mas um dia, por uma sorte do destino que iluminou o rapaz, num é que a mãe adquiriu um jegue?
- É pra facilitá a vida, disse a véia.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
'Contém Glúten'
“Contém Glúten,” diz o aviso na embalagem do alimento. Se o sujeito não sabe o que é glúten, tanto faz. Mas se sofre do estômago ou no mínimo se se preocupa em ter uma alimentação um pouco mais saudável será obrigado a saber que o tal do glúten é uma proteína amorfa – veja que interessante – que permite que a massa tenha elasticidade e capacidade de fermentar.
“Fermentar”. Essa palavra no dicionário do Houaiss significa a transfomação enzimática do composto orgânico. No caso do açúcar, com a fermentação ele vira acidez, é pura destruição.
Mas “fermentar”, segundo o tiozinho, também significa “emoção forte, comoção”. Havia até uma banda de rock nos perdidos anos 80 com um nome peculiar: “Garotas Fermentadas”. Elas não tinham lugar certo para tocar, mas quem ouviu disse que elas realmente eram ácidas.
“Fermentar”. Essa palavra no dicionário do Houaiss significa a transfomação enzimática do composto orgânico. No caso do açúcar, com a fermentação ele vira acidez, é pura destruição.
Mas “fermentar”, segundo o tiozinho, também significa “emoção forte, comoção”. Havia até uma banda de rock nos perdidos anos 80 com um nome peculiar: “Garotas Fermentadas”. Elas não tinham lugar certo para tocar, mas quem ouviu disse que elas realmente eram ácidas.
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